No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, o alerta se volta de forma direta para o câncer de mama — hoje o tipo mais incidente e o que mais mata mulheres no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam mais de 73 mil novos casos por ano e cerca de 20 mil mortes anuais, números que mantêm a doença no centro das preocupações da saúde pública.
Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais (SBM-MG) reforça a urgência de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e à prevenção. “O câncer de mama hoje não é apenas um desafio clínico, é um desafio de acesso”, afirma o presidente da entidade, Henrique Lima Couto. “A doença tem altas chances de cura quando diagnosticada precocemente, mas ainda convivemos com atrasos importantes no rastreamento e no início do tratamento.”
Mesmo com avanços no tratamento e na redução da mortalidade em faixas etárias mais jovens, o acesso ao diagnóstico precoce ainda é desigual e impacta diretamente os desfechos da doença. A ampliação do rastreamento, especialmente por meio da mamografia, e a organização da linha de cuidado seguem como pontos críticos para reduzir diagnósticos tardios e aumentar as chances de cura.
“A gente avançou muito em tratamento nos últimos anos, mas o impacto real na mortalidade ainda depende do diagnóstico no tempo certo. Quando a paciente chega em estágios iniciais, as chances de cura são significativamente maiores — o desafio é garantir que esse acesso aconteça para todas,” avalia Couto.


